Antonieta Aparecida

Wednesday, August 31, 2005

A inimportância de ser um eu! (Adendo!)

De me serve a individualidade, se as estruturas fundamentais das quais me sirvo são coletivas? Mesmo q me pense como ser único, num quadro isolado de pura solidão-masoquista, ainda assim não estarei tendo um pensamento original do qual possa me valer para atestar a individualidade de algo criado, unicamente, POR MIM!

Mesmo quando me proponho à resolução de alguma questão pessoal, mesmo assim, a resolução disso valerá apenas para mim? Mesmo q não a divulgue ou publique; mesmo q egoisticamente, resolva esconder este resultado de todos os outros ao meu redor, eles perceberão q eu mudei. E se esse era um problema q, direta ou indiretamente, os afetava, resolvê-lo TAMBÉM OS AFETARÁ!

E o q pretendo com essas palavras q já foram ditas tantas vezes? Te fazer entender, DE UMA VEZ POR TODAS, q eu poderia ser vc, e vc, eu! Por isso, não critique minhas escolhas! Nem zombe quando eu escorregar na casca da banana q eu joguei pra cima e q parou debaixo do meu pé! Podia ter acontecido CONTIGO!

Virás comigo, ou não?

A inimportância de ser um eu!

Acho de muita importância descubramos cada um de nós, onde termina o coletivo e começa o individual. Ou o nosso pensar — conquanto modificado pelo temperamento pessoal, pelas idiossincrasias de cada um — será totalmente coletivo? O “coletivo” é o conglomerado de condicionamentos vários, nascidos das ações e reações sociais, das influências educativas, das crenças, dogmas e preceitos religiosos, etc. Todo esse processo heterogêneo constitui o coletivo, e se examinardes, se olhardes a vós mesmos, vereis que tudo o que pensais, vossas crenças ou descrenças, vossos ideais ou oposição aos ideais, vossos esforços, vossa inveja, vossos impulsos, vosso senso de responsabilidade social — vereis que tudo isso é resultado do coletivo. Se sois pacifista, vosso pacifismo é o resultado de um certo condicionamento.

Assim, se examinamos a nós mesmos, admiramo-nos de ver quanto estamos integrados no coletivo. No mundo ocidental, onde o cristianismo domina há tantos séculos,sois criados no condicionamento respectivo. Sois educados como católicos ou protestantes, com todas as divisões do protestantismo. E tendo sido educados dessa maneira, crendo em absurdos de toda ordem — no inferno, na punição eterna, no purgatório, no único Salvador, no pecado original e outras coisas mais — estais condicionados por essa educação, e ainda que vos afasteis dessas coisas, no vosso inconsciente permanecerá sempre um resíduo desse condicionamento. Tendes sempre o medo do inferno, ou de não crerdes num certo Salvador, etc.

Assim, se consideramos bem esse extraordinário fenômeno, parecerá um tanto absurdo uma pessoa dizer-se “um indivíduo”. Podeis ter gostos individuais, ter vosso nome próprio, e uma fisionomia completamente diferente da de outro homem, mas o processo do vosso pensar é, por inteiro, um resultado do coletivo. Os instintos raciais, as tradições, os valores morais, a extraordinária devoção ao sucesso, a ambição de poder, de posição, de riquezas, geradora de violência — não há dúvida de que tudo isso é resultado do coletivo, uma herança secular. E é possível do meio desse conglomerado, extrair o indivíduo? Ou é impossível de todo? Se levarmos a sério esta questão de promover a transformação radical, uma revolução, não é importantíssimo consideremos este ponto fundamental?

Tuesday, August 30, 2005

A não-existência...

“Na verdade, a Base e a verdade da natureza de tudo é shunyata, a grande vacuidade. Isto é o mesmo em todas as escolas Madhyamaka. A única diferença está na capacidade de a pessoa entender esta verdade absoluta, esta natureza vazia. Alguns a vêem de modo estreito, outros de uma maneira completamente aberta. Quando tentamos expressar e pensar sobre esta natureza vazia, ou shunyata, ela será expressa e exposta em diferentes modos, de acordo com nossos níveis e faculdades.

Isto resulta nas diferentes expressões da visão absoluta, apesar de a Base ser sempre a natureza vazia em si, que é adamantina, para sempre imutável e além de todos os vários tipos de ensinamentos.O assunto básico do Madhyamaka são as duas verdades, absoluta e relativa. A palavra Üma, que se refere em tibetano ao Madhyamaka, realmente significa "centro" ou "meio". Ela se refere à verdade absoluta. Por que a chamamos de meio? Porque ela não cai em nenhum extremo e permanece sempre no centro. Basicamente, podemos conceber quatro extremos: existente, não-existente, originação e cessação. Para a visão adequada da verdade absoluta, não devemos acreditar em qualquer um destes extremos; devemos permanecer em um estado que nem existe nem não-existe, sem originação nem cessação, além de ambos assim como de nenhum deles.

Podemos falar destes conceitos como extremos: vir e ir, ter uma origem e cessação, existir e não-existir, idêntico e diferente, e assim por diante. A visão básica do Madhyamaka é a visão da vacuidade que está além desses extremos. É chamada dharmata ou natureza absoluta, que é comparada ao céu: sem limites, sem centro e periferia, dentro e fora, além das condições e limitações.

(...)

Quando dizemos que todos os fenômenos são vazios, isto não significa um mero branco um vácuo estéril, vazio da menor qualidade ou potencial. É, de fato, algo que carrega grandes qualidades e grande potencial para a iluminação desperta.Por exemplo, se dissermos "Esta xícara está vazia", não há grande qualidade nesse reconhecimento. Ou se dissermos "Esse espaço está vazio", é como encontrar algo que não ajuda muito. Mas o reconhecimento de que todos os fenômenos são vazios, através da visão Madhyamaka, carrega muitos frutos e possivelmente grandes atingimentos. Alguém que realize que todos os fenômenos como vazios, e que realize a não-existência do ego, naturalmente terá compaixão espontânea e sem esforço por todos os seres sencientes que não realizaram a verdade da vacuidade, e que continuam a sofrer através da delusão e do apego. Reconhecer e progredir em nossa realização da natureza vazia, aberta, sem eu, é o que nos levará à iluminação e desdobrará todas as outras qualidades ilimitadas da realização espiritual.

Para os seres ordinários que estão em escuridão mental, ignorância e delusão, simplesmente apresentar o fato de que tudo é vazio não os ajudará a se livrar dessa delusão: assim como em um sonho, nada está realmente acontecendo, mas enquanto você estiver sonhando, você percebe como um fato, como sua condição, e reage de acordo. Como os seres realmente experienciam a delusão como se fosse algo verdadeiramente existente, eles precisam contar com os métodos da verdade relativa. É necessário levá-los para um entendimento gradual da verdade absoluta. Se não houvesse delusão, não haveria a necessidade de todos estes ensinamentos sobre a verdade relativa. Mas enquanto os seres sencientes permanecerem presos na ignorância, eles precisarão contar com estes ensinamentos; eles precisam contar com as leis que ocorrem dentro do desdobramento da verdade relativa; isso é, a lei de todos os fenômenos, a infalível lei kármica da causa e efeito.Esse entendimento da vacuidade é alcançado entendendo-se a verdade do não-eu, que significa a não-existência do eu separado, individual, e a não-existência de fenômenos independentes. Todos os dharmas — fenômenos externos e eventos mentais, ou númenos — são realmente desprovidos de existência independente.

A não-existência do eu individual foi claramente exposta por Chandrakirti em uma análise sétupla. Ele usa um exemplo de uma carruagem como sendo o assim chamado atman individual, que é apenas uma aglomeração de elementos com fatores interdependentes, e que tem pouco ou nada a ver com o que chamas de eu do indivíduo. A carruagem não é a roda, nem os eixos. Não podemos nem mesmo encontrar uma entidade colocando estas coisas juntas. É puramente um rótulo colocado sobre algo e não existe por si mesmo: como chamar um grupo de estrelas de Ursa Maior, onde não há ursa em qualquer lugar a ser encontrada. Tendo entendido a não-existência do eu individual, viremos a realizar a não-existência do significado da inseparabilidade das duas verdades: a natureza vazia e aberta, e a incessante aparência mágica de todos os fenômenos"

Sunday, August 28, 2005

Perspectivismo Indígena!

Pq eu penso como um índio e falo quéchua!
E se vc não entendeu nada, nem é índio, ou pensa q é melhor q eles, nem se dê ao trabalho!

Solo Etnográfico

Saturday, August 27, 2005

Eu quis ser muitas e muitos! E consegui!!!
E hj
E sempre
Eu nunca fui
Nem sou
Antonieta
E muito menos Aparecida

Ela seria um cachorro, se falasse cachorrês!

Ela é e não é você. Ela é eu e você. Vc e eu somos e não somos ela.
Antonieta está Aparecida, tanto aqui, como ali.
O seu corpo tem várias formas, em vários corpos... e nenhum corpo lhe agrada mais q o teu!

Chegue mais perto!
E queira ser eu!